Como explicar que alguém apareceu do nada em sua vida e em um estalar de dedos se tornou parte dela? Seja um alguém que goste de Teatro Mágico, se emocione com Los Hermanos, ame discutir os rumos do novo jornalismo, escute compreensivamente seu resumo do livro de Harlan Coben, ou simplesmente alguém que odeie isso tudo e ainda consiga te completar e acrescentar à sua coletânea alguns pagodes e divida com você tudo o que aconteceu durante o dia de trabalho. Não importa.
Às vezes a vontade de estar junto, de se fazer entender é maior do que qualquer gosto musical ou literário. Estar junto se faz da compreensão de que mesmo tão diferentes vocês são capazes de prosseguir em frente. O que é muito certo, muito igual, logo perde a graça, e a vontade de ver o outro acaba se resumindo na ação de olhar-se ao espelho.
É uma coisa de pele, e não digo de cor de pele, mas é algo que supera a isso tudo e só se baseia na vontade e no querer bem. O respeito é mais importante do que a aparência, o sentimento mais profundo do que a adversidade. A gente não pede, não explica, apenas acontece e quando é assim, nem mesmo dizer que essa pessoa não é boa o suficiente para você te faz desistir, seu coração vai à luta.

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