Há momentos em que tudo se transforma diante dos nossos olhos, com uma rapidez capaz de nos deixar tontos e desnorteados. É como se por instantes, tivéssemos voltado à infância e de mãos dadas com um amigo rodado por horas e horas. Quando finalmente ele nos solta, trocamos as pernas e não conseguimos mais andar em linha reta, por mais curto que seja o caminho a ser percorrido.
O medo de cair, a falta de controle sobre o próprio corpo, os passos cuidadosos para não nos machucarmos, o ambiente que gira a nossa volta, enquanto estamos estagnados no mesmo ponto com medo de fraquejar. Mas, ao contrário do que se pensa, é na queda que nos tornamos fortes. Aquele buraco do jardim, não vai te derrubar mais, você já sabe onde fica e aprendeu na dor a desviar dele. Pode ser, que o aprendizado fique marcado na pele, por meio de um roxo ou daquele esfolado no joelho.
Quem não arrisca, não se aventura, não busca o próprio entendimento, se limita às experiências do outro. É preciso encontrar razões além do que se conhece.O principal adversário nessa maratona é o nosso próprio medo, é ele que poda as nossas asas quando queremos voar ou nos tira o chão, quando queremos apenas continuar de pé.
Quem sou eu
- Darlene Braga
- Pisciana de 25 anos, jornalista por formação, psicóloga entre amigos, sãojoanense de nascimento, juiz-forana de alma e montes-clarense por acidente. É atraída por desafios e, por mais que a vida insista em querer provar o contrário, nunca deixou de acreditar que o amor existe.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Parada final
O céu cinza, o dia frio e o caração repleto de incertezas. São em dias como esses que ficamos mais introspectivos, pensamos mais no que estamos fazendo da nossa vida e não no quanto cairia bem uma cerveja gelada e uma boa conversa com os amigos no final da tarde de sol. Um fone de ouvido tocando sabe-se lá qual música, um olhar perdido pela janela do ônibus e um conflito interno procurando solução. A pessoa sentada ao lado, torna-se parte da paisagem urbana.
Você não quer falar sobre a frente fria que chegou ou sobre nenhum outro assunto sem propósito que surge entre pessoas que não se conhecem; quer na verdade, aproveitar as nuvens lá de fora para achar o sol dentro de si mesmo. Antes de implorar o entendimento do mundo, é necessário se entender. E os pensamento vêm mais rápido do que o trajeto percorrido pelo ônibus.
Cenas cotidianas que arrancariam um leve sorriso da sua face, passam despercebidas. As análises que em outro momento se voltariam para fora da janela, se voltaram para dentro de você. O espetáculo urbano de cada parada do ônibus não é observado. Você vê tudo, mas nesse momento em uma espécie de transe, só olha para as suas próprias atidudes.
Passa o tempo, o seu ponto se aproxima, você se levanta e dá sinal. A realidade aparece junto com a chegada ao destino final. Você recompõe as forças, começa a pensar no que tem que fazer no trabalho, nas coisas que ficaram pendentes, no que ainda é preciso ser feito. Com algumas soluções ou sem nenhum entendimento, volta-se para esse mundo que te espera lá fora e mesmo sem se compreender muito bem, volta a questioná-lo. É só esperar, que uma hora, o céu há de colorir de azul esse tom acinzentado.
Você não quer falar sobre a frente fria que chegou ou sobre nenhum outro assunto sem propósito que surge entre pessoas que não se conhecem; quer na verdade, aproveitar as nuvens lá de fora para achar o sol dentro de si mesmo. Antes de implorar o entendimento do mundo, é necessário se entender. E os pensamento vêm mais rápido do que o trajeto percorrido pelo ônibus.
Cenas cotidianas que arrancariam um leve sorriso da sua face, passam despercebidas. As análises que em outro momento se voltariam para fora da janela, se voltaram para dentro de você. O espetáculo urbano de cada parada do ônibus não é observado. Você vê tudo, mas nesse momento em uma espécie de transe, só olha para as suas próprias atidudes.
Passa o tempo, o seu ponto se aproxima, você se levanta e dá sinal. A realidade aparece junto com a chegada ao destino final. Você recompõe as forças, começa a pensar no que tem que fazer no trabalho, nas coisas que ficaram pendentes, no que ainda é preciso ser feito. Com algumas soluções ou sem nenhum entendimento, volta-se para esse mundo que te espera lá fora e mesmo sem se compreender muito bem, volta a questioná-lo. É só esperar, que uma hora, o céu há de colorir de azul esse tom acinzentado.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Entre sonhos e castelos
Às vezes eu me perco nos amores que eu mesma construi, e entre castelos e sonhos, começo a tecer ilusões. Isso é inerente ao nativo de peixes e eu, como boa pisciana, busco abrigo nas minhas próprias prisões. Acho que talvez seja mais fácil viver em uma realidade criada e com bordas em cor de rosa, do que deixar o cinza da verdade tingir o meu conto de fadas.
Expulso minhas dores e perturbações por meio dos meus textos. Tento poetizar aquilo que fere, que incomoda. Não me canso de tentar achar algum sentido perdido em meio a essa loucura. Infelizmente, viver requer mais coragem do que sentimento. E se faltar coragem, que sobre vontade e que essa vontade, seja o suficiente para disfarçar toda dor.
Cansei de procurar amor, e se ele não existir, espero que haja verdade, lealdade e mais dias de sol. O tempo passa e eu tenho menos certeza sobre o que sou. Encontrei tantas respostas, que me perdi, me achei e agora já não sei mais onde estou.
Desse castelo que um dia construí, restaram apenas algumas pedras, as mais duras, pesadas e difíceis de carregar. O tempo do esquecimento o levou às ruínas e pra mim, sobraram apenas lembranças. Lembranças, sobre as quais firmei as minhas bases. Não sei se sinto falta do que fui um dia, ou prefiro ser do jeito que a vida me transformou.
Expulso minhas dores e perturbações por meio dos meus textos. Tento poetizar aquilo que fere, que incomoda. Não me canso de tentar achar algum sentido perdido em meio a essa loucura. Infelizmente, viver requer mais coragem do que sentimento. E se faltar coragem, que sobre vontade e que essa vontade, seja o suficiente para disfarçar toda dor.
Cansei de procurar amor, e se ele não existir, espero que haja verdade, lealdade e mais dias de sol. O tempo passa e eu tenho menos certeza sobre o que sou. Encontrei tantas respostas, que me perdi, me achei e agora já não sei mais onde estou.
Desse castelo que um dia construí, restaram apenas algumas pedras, as mais duras, pesadas e difíceis de carregar. O tempo do esquecimento o levou às ruínas e pra mim, sobraram apenas lembranças. Lembranças, sobre as quais firmei as minhas bases. Não sei se sinto falta do que fui um dia, ou prefiro ser do jeito que a vida me transformou.
domingo, 29 de julho de 2012
Se não for eterno, você não vai morrer por isso
Um primeiro encontro, a química
que age e reage no primeiro beijo, as mensagens no dia seguinte e a necessidade
de se fazer presente. O início é sempre lindo, florido, cercado de palavras e
atitudes bonitas. Manter um relacionamento não é tarefa fácil, requer
confiança, companheirismo, fidelidade. A
princípio, amor nem é tão necessário assim. Há momentos, em que atitudes dizem
muito mais do que um “te amo” no início do dia ou ao anoitecer.
Mas, com o tempo, todo esse
encanto se desgasta e as crises começam a aparecer, sempre haverá uma ex do seu
namorado que te incomoda, ou um ex seu que reaparece para bagunçar o seu
pensamento. Tem que ter jogo de cintura e muito discernimento! O segredo de um
relacionamento é esquecer a ideia de enxergar o outro como algo essencial na
sua vida e sim, curtir o momento tendo sempre em mente que o que um dia começou
pode acabar.
É como Cássia Eller já nos
alertava e um dia acabamos descobrindo por bem ou por mal; “o pra sempre,
sempre acaba.” É estranho saber que se um dia acabar, vamos ter que reaprender a andar e dormir
sozinhos. A pizza do sábado a noite,
inicialmente vai ser trocada pelo quarto escuro e pelas lembranças. É difícil
reaprender a ser um só.
Os dias vão ser longos, chatos,
vazios. Quase todos os finais de namoro são iguais no início, mas depois tomam
rumos diferentes. Há quem se arrependa de cara e volte para o ex sem muito
esforço, tem também os que sempre vão dar um jeitinho de aparecer “por acaso” nos lugares frequentados pelo outro até
conseguirem reatar a relação, ou então desistirem de vez.
Quando abraçam a solteirice, os
homens começam a sair com os amigos para beber, moram na academia, “correm atrás do tempo perdido.” As mulheres vão malhar para endurecer o
bumbum, abusar das maquiagens e roupas que as valorizam e as baladas vão voltar
a ser o destino dos finais de semana.

segunda-feira, 14 de maio de 2012
"Será que amar é mesmo tudo?"
"Se isso não é amor, o que mais pode ser?" Essa música me faz refletir, as pessoas têm a estranha mania de acreditar que toda e qualquer relação deve ser fundamentada no amor e que se não for assim, não vai dar certo. Acreditam que ouvir um "te amo" faz bem para a alma, mesmo quando a frase se baseia em um discurso vazio, sem sentimento, sem vontade...
O amor por mais que seja repetido tantas vezes , ainda é um terreno desconhecido. Amar não é gritar aos ventos o que diz sentir e esconder, trair, machucar, como tantas pessoas fazem... Não existe amor que nasce do dia para noite, assim como não existem promessas e juras que façam com que a ferida aberta, cicatrize mais depressa.
Gosto de coisas que vêm do coração, e acredite, isso não precisa ser necessariamente amor. Gosto da verdade que exala pelos olhos e ganha tato através do impulso de um toque, ou de um beijo. Gosto de gostar, e isso me faz bem. Aquela menina de 13 anos se mantém viva em mim, os devaneios ganham forma entre o viver e o brincar de ser adulta.
"Eu te amo" sempre soou para mim como algo falso. Nunca levei fé quando ouvi essa frase. Em alguns casos, esse "amor" representa mais um arrependimento diante de uma perda do que qualquer outra coisa. Um término de relacionamento, por exemplo, depois de um tempo separados sempre vem um arrependimento seguido de um "mas eu ainda te amo!" Ah, é? E porque não cuidou para não perder? Não tente se iludir, porque a mim você não engana.
"Eu te amo" se tornou a tradução de "desculpa", de "boa noite", de "tchau". Mas qual o seu real sentido? O sentido real aparece quando os seus pais se sacrificam para colocar comida em casa, quando abrem mão dos próprios sonhos para que você conquiste os seus, ou então, quando você dá vida a outro ser. É esse o sentido do amor. O resto, se baseia em adaptações do gostar. E você tem a liberdade de gostar com menos, ou mais intensidade.
O amor por mais que seja repetido tantas vezes , ainda é um terreno desconhecido. Amar não é gritar aos ventos o que diz sentir e esconder, trair, machucar, como tantas pessoas fazem... Não existe amor que nasce do dia para noite, assim como não existem promessas e juras que façam com que a ferida aberta, cicatrize mais depressa.
Gosto de coisas que vêm do coração, e acredite, isso não precisa ser necessariamente amor. Gosto da verdade que exala pelos olhos e ganha tato através do impulso de um toque, ou de um beijo. Gosto de gostar, e isso me faz bem. Aquela menina de 13 anos se mantém viva em mim, os devaneios ganham forma entre o viver e o brincar de ser adulta.
"Eu te amo" sempre soou para mim como algo falso. Nunca levei fé quando ouvi essa frase. Em alguns casos, esse "amor" representa mais um arrependimento diante de uma perda do que qualquer outra coisa. Um término de relacionamento, por exemplo, depois de um tempo separados sempre vem um arrependimento seguido de um "mas eu ainda te amo!" Ah, é? E porque não cuidou para não perder? Não tente se iludir, porque a mim você não engana.
"Eu te amo" se tornou a tradução de "desculpa", de "boa noite", de "tchau". Mas qual o seu real sentido? O sentido real aparece quando os seus pais se sacrificam para colocar comida em casa, quando abrem mão dos próprios sonhos para que você conquiste os seus, ou então, quando você dá vida a outro ser. É esse o sentido do amor. O resto, se baseia em adaptações do gostar. E você tem a liberdade de gostar com menos, ou mais intensidade.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
É chegada a hora de agradecer
Pode parecer cedo para falar sobre isso, mas a cada dia tenho mais certeza de que o grande dia está chegando. Como o meu agradecimento é muito maior do que os caracteres que me serão reservados no convite, decidi iniciar desde já. Agradeço a Deus todos os dias pela família maravilhosa que eu tenho. Pelas coisas que aprendi com o meu pai, meu maior ídolo e exemplo de honestidade e humildade, quem me mostrou que para eu atingir os meus objetivos não preciso passar por cima de ninguém, preciso apenas fazer a minha parte; agradeço à minha mãe pelo amor, dedicação e o colo que sempre me acolhe; à minha avó pela sabedoria e a oportunidade de poder ouvir suas histórias e conhecer as suas conquistas. Agradeço também à minha irmã pelos conselhos e puxões de orelha. Tia Mariza, Cátia, Tio Cláudio(meu segundo pai), Vanessa, tia Marise, madrinha Maria, Cíntia, madrinha Fabiana e padrinho Jarbas, muito obrigada!
Não poderia me esquecer também daqueles que sempre estiveram do meu lado, apoiando as minhas loucuras e oferecendo o ombro amigo de todas as horas, os antigos e aqueles que se mostraram leais durante a caminhada. Meu agradecimento também pertence àquela família que eu escolhi: meus amigos! Que por muitas vezes, se fizerem mais presentes do que muitos familiares. Não vou citar nomes, para não correr o risco da memória me trair e eu vir a ser injusta com alguém, mas sei que as pessoas as quais me refiro, vão se achar nessas palavras. Agradeço ao Álvaro, pela lealdade e companheirismo, e também à sua família que me acolheu e me fez sentir parte dela.
Durante esses quase quatro anos, foram muitas as conquistas e oportunidades. Deste modo, agradeço ao Márcio Guerra pela confiança, quando eu mesma já não acreditava em mim. À Produtora de Multimeios que me proporcionou não só aprendizagem profissional, mas também, me permitiu conhecer "os melhores amigos que alguém pode ter." Agradeço à Cesama oportunidade de aprender mais e mais; Thais, Gabi, Creuza, Léo e Leandro sempre vou me lembrar de vocês... O mesmo agradecimento se estende à Associação Comercial e Empresarial de Juiz de Fora, Daiane, Lúcia, Flávia, senhor Lucimar e Marluce, obrigada.
Quanto mais agradeço, mais me lembro de agradecer. Essa caminhada ao lado de vocês, nem pareceu tão longa assim. Este não é o fim, mas apenas o início de uma jornada ainda incerta. Mas o desafio foi aceito, que venham mais sorrisos, mais lágrimas, mais sonhos...
Não poderia me esquecer também daqueles que sempre estiveram do meu lado, apoiando as minhas loucuras e oferecendo o ombro amigo de todas as horas, os antigos e aqueles que se mostraram leais durante a caminhada. Meu agradecimento também pertence àquela família que eu escolhi: meus amigos! Que por muitas vezes, se fizerem mais presentes do que muitos familiares. Não vou citar nomes, para não correr o risco da memória me trair e eu vir a ser injusta com alguém, mas sei que as pessoas as quais me refiro, vão se achar nessas palavras. Agradeço ao Álvaro, pela lealdade e companheirismo, e também à sua família que me acolheu e me fez sentir parte dela.
Durante esses quase quatro anos, foram muitas as conquistas e oportunidades. Deste modo, agradeço ao Márcio Guerra pela confiança, quando eu mesma já não acreditava em mim. À Produtora de Multimeios que me proporcionou não só aprendizagem profissional, mas também, me permitiu conhecer "os melhores amigos que alguém pode ter." Agradeço à Cesama oportunidade de aprender mais e mais; Thais, Gabi, Creuza, Léo e Leandro sempre vou me lembrar de vocês... O mesmo agradecimento se estende à Associação Comercial e Empresarial de Juiz de Fora, Daiane, Lúcia, Flávia, senhor Lucimar e Marluce, obrigada.
Quanto mais agradeço, mais me lembro de agradecer. Essa caminhada ao lado de vocês, nem pareceu tão longa assim. Este não é o fim, mas apenas o início de uma jornada ainda incerta. Mas o desafio foi aceito, que venham mais sorrisos, mais lágrimas, mais sonhos...
quarta-feira, 11 de abril de 2012
"Isso também vai passar"
E o que é a vida, senão o breve intervalo entre o despertar e o não acordar mais? Desde quando abrimos os olhos no primeiro choro, vindo do sopro da vida, já sabíamos que estávamos aqui só de passagem. Nascemos, aprendemos a andar, pronunciamos as primeiras palavras, descobrimos que temos a capacidade desenvolver sentimentos, nos decepcionamos. Dizemos tantas vezes que não queríamos estar nesse mundo cruel. Julgamos as injustiças mundanas e somos injustos tantas outras vezes. Erramos(e como erramos!), sofremos. Prometemos não errar mais, e ainda assim, erramos novamente. É algo inerente ao nosso processo evolutivo, por mais conflitante que isso possa parecer.
Em um dia acreditamos que somos fortes, somos grandes, donos do nosso próprio nariz. No outro, descobrimos as nossas fraquezas, a nossa insignificância diante das peças que a vida nos prega. "Para morrer, basta estar vivo", não é mesmo? É como se uma bomba-relógio estivesse dentro da gente, esperando apenas o dia e a hora certa para explodir. E tudo que nos resta é esperar que esse processo demore muito para acontecer. Diante disso, fortalecemos nossos laços com Deus. Entregamos às forças espirituais a nossa vida, e criamos a necessidade de crer, de esperar, de ter fé. Os erros se tornam mais nítidos nesse momento. O sentimento de "ah, se eu fizesse diferente..." é o que nos assombra, nos oprime, nos castiga e nos mata aos poucos.
Cada dia a mais, caracteriza um dia a menos lá na frente. Será que era melhor se não soubéssemos de algumas coisas? Será que a dor passaria mais rápido, ou nem chegaria a existir? Como já disse em outro texto, "a dor que não nos pertence,parece nem doer tanto". Portanto, por mais que haja conselhos, abraços apertados, beijos calorosos e mensagens positivas, a dor vai continuar lá, mesmo que em estado latente. Outro dia questionei em uma rede social, "e quando a dor é só sua?", e um ex professor me respondeu: "a alegria também será". É isso que esperamos! E temos fé, assim como Chico Xavier, já dizia, que "isso também vai passar."
Em um dia acreditamos que somos fortes, somos grandes, donos do nosso próprio nariz. No outro, descobrimos as nossas fraquezas, a nossa insignificância diante das peças que a vida nos prega. "Para morrer, basta estar vivo", não é mesmo? É como se uma bomba-relógio estivesse dentro da gente, esperando apenas o dia e a hora certa para explodir. E tudo que nos resta é esperar que esse processo demore muito para acontecer. Diante disso, fortalecemos nossos laços com Deus. Entregamos às forças espirituais a nossa vida, e criamos a necessidade de crer, de esperar, de ter fé. Os erros se tornam mais nítidos nesse momento. O sentimento de "ah, se eu fizesse diferente..." é o que nos assombra, nos oprime, nos castiga e nos mata aos poucos.
Cada dia a mais, caracteriza um dia a menos lá na frente. Será que era melhor se não soubéssemos de algumas coisas? Será que a dor passaria mais rápido, ou nem chegaria a existir? Como já disse em outro texto, "a dor que não nos pertence,parece nem doer tanto". Portanto, por mais que haja conselhos, abraços apertados, beijos calorosos e mensagens positivas, a dor vai continuar lá, mesmo que em estado latente. Outro dia questionei em uma rede social, "e quando a dor é só sua?", e um ex professor me respondeu: "a alegria também será". É isso que esperamos! E temos fé, assim como Chico Xavier, já dizia, que "isso também vai passar."
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